Aos 30 anos, a sociedade espera que estejamos com a vida "encaminhada". Espera-se estabilidade, uma casa montada e um futuro desenhado. Mas a vida, na sua natureza imprevisível, não segue roteiros. Para muitos, os 30 não são o auge da chegada, mas o momento do impacto. Foi exatamente o que aconteceu comigo.
Vivi um relacionamento de quase uma década. Foram três anos de namoro e seis anos de vida compartilhada sob o mesmo teto. Nove anos de planos, de rotinas divididas e de uma identidade construída ao lado de outra pessoa. Quando essa jornada chegou ao fim, eu não perdi apenas uma companheira; eu senti que tinha perdido o mapa da minha própria vida.
A pergunta que ecoava no silêncio da casa vazia era: Onde eu deixei os meus sonhos?
O Luto do "Nós" para o Renascimento do "Eu"
Separar-se após quase dez anos não é como terminar um namoro de escola. É uma desconstrução. Você se olha no espelho e, por um tempo, não reconhece o homem que está ali, porque durante muito tempo você foi parte de um "nós". Aos 30 anos, a sensação é de que o relógio está correndo contra você. Vem o medo de ser "tarde demais" para começar do zero.
Mas aqui entra a primeira grande lição do Mensageiro do Tempo: O relógio de Deus não tem os mesmos ponteiros que o nosso.
O fim de um ciclo, por mais doloroso que seja, não é o fim da história. É, na verdade, o espaço que a vida abre para que você possa, finalmente, resgatar os sonhos que ficaram guardados na gaveta durante o tempo em que você se dedicou apenas a construir os sonhos de outra pessoa ou do casal.
1. Aceite o tempo da travessia
Recomeçar não é um interruptor que você liga e desliga. Existe um "deserto" necessário. Eu precisei atravessar esse deserto, respeitando a minha dor, mas sem deixar que ela virasse a minha morada definitiva. Se você está passando por isso, entenda que a tristeza é uma visita, não uma dona da casa. Aos 30 anos, você ainda tem toda a força da juventude somada à maturidade que só as quedas trazem.
2. O resgate da própria voz
Durante anos, meus gostos, minhas viagens e até minhas orações eram influenciadas pelo convívio a dois. Quando me vi só, precisei redescobrir o que o Luciano gostava. Quais eram os textos que eu queria escrever? Quais eram os lugares de Luanda que eu queria visitar sem pressa? Esse blog que você lê hoje é fruto desse resgate. Escrever tornou-se a minha bússola.
3. A maturidade como aliada, não como peso
Aos 30 anos, você já não comete os mesmos erros dos 20. Você já sabe o que não aceita mais. Esse "filtro" é o que torna o recomeço mais sólido. Eu não estava mais começando do nada; eu estava começando da experiência. Os nove anos que vivi não foram perdidos; foram uma escola intensa sobre paciência, entrega e, finalmente, sobre desapego.
O amanhã ainda está intacto
Muitas vezes, ficamos presos olhando para as cinzas do que queimou. Mas o terreno queimado é o mais fértil para novas sementes. Se hoje você se sente perdido após o fim de um relacionamento longo, ou se sente que os 30 anos chegaram e você não está onde planejou, olhe para cima.
Aos 30 anos, descobri que o maior compromisso que eu poderia assumir era comigo mesmo e com o propósito que Deus colocou em minhas mãos. O Mensageiro do Tempo não escreve sobre horas perfeitas, mas sobre a beleza de cada segundo de superação.
Se você perdeu um amor, não perca a fé na vida. Se um ciclo de nove anos se fechou, é porque existe algo novo que exige que você esteja de mãos vazias para poder carregar. O seu futuro não foi embora com a mala de ninguém; ele continua aí, esperando que você tenha a coragem de dar o primeiro passo novamente.
Como sempre digo: A melhor hora é a hora de Deus. E, às vezes, a hora de Deus começa exatamente quando achamos que tudo parou. Com amor, LUCIANO ROMÃO, o seu Mensageiro.

1 Comentários
Good
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