Dizem que o amor é sena dos contos de fadas, uma tinta brilhante usada para esconder as rachaduras da nossa solidão. E, de certa forma, há uma verdade cortante nisso: o amor, como entidade mágica e destino traçado, realmente não existe.
O que existe é o intervalo.
Na filosofia do absurdo, o mundo é indiferente à nossa dor.
Não há fadas madrinhas, apenas o silêncio do universo. No entanto, é exatamente nesse vazio que o humano se torna gigante. Se o amor não "existe" por natureza, ele passa a ser uma construção da vontade.
- O Amor não é um achado, é um cultivo: não é algo que cai do céu, mas algo que arrancamos do chão seco da rotina.
- O "Felizes para sempre" é uma mentira, mas o "estou aqui agora" é uma verdade absoluta, que só quem nos ama de verdade consegue nos dar.
Se o amor fosse mágica, ele seria fácil. Mas ele é difícil justamente porque é humano. Ele não é o castelo; é o esforço diário de carregar a pedra, sabendo que ela pode rolar de volta. No fim, talvez o amor não exista como um substantivo parado no tempo, mas sim como um verbo que a gente insiste em conjugar, mesmo sabendo que o livro, um dia, chega ao fim.
Um dia te amei, meu eterno amor!

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