Tu tens 32, ela tem 25.

Ela é mais velha do que tu.

Dizem que é a lei da vida, e o tempo não mente:
A mente dela floresce cedo, aprende com pressa a decifrar o mundo, a encarar os dias sem medo.

Aos dezoito, ela já antecipa o horizonte.
Aos vinte e dois, planta as bases, ergue a ponte.
Aos vinte e quatro, já sabe voar ou pousar... Não importam os meios, ela aprende a navegar.
Aos vinte e cinco, o caos vira calmaria; já não é só promessa, é mulher, é guia.


Por outro lado, no compasso dele, as horas correm mais lentas.
Aos trinta anos, o homem ainda tateia o vento, indeciso na encruzilhada do próprio destino, buscando o rumo social, o prumo financeiro, ainda meio menino.

Muitas vezes, a maturidade só bate à porta quando a vida lhe impõe um novo herdeiro. Não nasce pronto; é moldado pelo espanto, forçado a crescer pelo peso do compromisso, aprendendo a se virar no improviso da responsabilidade induzida.

É por aí... O eterno descompasso que a vida desenha.

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