A NECESSIDADE DE CADA UM E O PRAZER DE DIZER NÃO

As necessidades de cada um;

Como dizer não, sem ter medo da rejeição;

Olá, eu sou o Luciano Romão, neste artigo irei desenvolver um pouco mais, sobre os dois temas acima, decidi juntar os dois temas, porque achei relativamente interligados um ao outro.

Começarei pelo: a necessidades de cada um, isto é com base nas afirmações do George – CVV Blumenau (SC e posteriormente como dizer não, sem ter medo da rejeição, baseando-me no livro o prazer de dizer não.

Este artigo será de grande importância no ponto de vista da aprendizagem humana e social, é um artigo que visa ensinar todo e qualquer ser humano, a juventude, em especial a juventude angolana. Por tanto peço que leia, desfrute e partilhe com mas pessoas, sem esquecer de deixar o seu comentário para me motivar a criar mas conteúdos como estes.


AS NECESSIDADES DE CADA UM

Todo ser humano está cheio de necessidades que motivam as suas ações e a maneira como nos sentimos conforme as mesmas necessidades são atendidas ou não.

Com base na matéria do site da CVV, o psicólogo Abraham Maslow mapeou as necessidades básicas do ser humano em uma pirâmide hierárquica que atribui um grau de importância a cada uma delas. Segundo ele, as fisiológicas são as iniciais, enquanto a de realização pessoal são as necessidades finais.

A observar o cenário de mapeamento das necessidades conforme o psicólogo e interligar com a teoria do Marshall Rosenberg, sobre a comunicação não VIOLENTA, afirma-se que os “nossos sentimentos resultam de como escolhemos receber o que os outros dizem e fazem, bem como de nossas necessidades e expectativas específicas naquele momento”. A prova disso é que um mesmo fato, visto de forma isolada e sem julgamentos, pode gerar diferentes reações de acordo com as necessidades de cada um.

Um exemplo prático é o abraço 🫂: alguém pode se sentir invadido e desrespeitado com um abraço, assim como a minha amiga M. S., enquanto outro pode se perceber amado ao tomá-lo como um gesto de carinho. O ato de abraçar não mudou.

Mudou apenas a necessidade de cada um e o sentimento gerado a partir de uma mesma ação. No primeiro caso, que é no caso da M.S. há uma necessidade de preservação do espaço pessoal que pode gerar o sentimento de irritação e desconforto; no segundo, a necessidade de carinho e atenção que traz o sentimento de felicidade e plenitude ao ser abraçado.

Ao perceber isso, ganhamos consciência de que somos responsáveis pelos nossos próprios sentimentos e nos empoderamos deles. Quando assumimos essa responsabilidade, entendemos que o que os outros dizem e fazem pode ser o estímulo, mas nunca a causa do que sentimos.

A questão é que, na maioria das vezes, não sabemos lidar com os nossos próprios sentimentos. Pior: não conseguimos identificar quais as necessidades – atendidas ou não – que nos levaram a sentir o que sentimos.

Numa sociedade em que, frequentemente, somos julgados por identificarmos e revelarmos as nossas necessidades, também não fomos educados para expressar o que sentimos.

Eu procuro valorizar as necessidades de cada um e procuro ficar disposto a acolher e ouvir os sentimentos dos outros. Expressar o que sentimos pode ser confuso e, por vezes, até difícil. Mas é o caminho para ajudar a identificar quais são as nossas necessidades que ainda precisam ser atendidas.


COMO DIZER NÃO, SEM TER MEDO DA REJEIÇÃO

O peso de dizer sim.

Como a necessidade de agradar pode se tornar uma carga emocional e o impacto disso na vida pessoal, profissional e espiritual...

Dizer "sim" parece simples, quase automático. É um reflexo que aprendemos cedo – na família, na escola, no trabalho. Dizemos "sim" para evitar conflitos, para parecer prestativas, para sermos aceitas. Mas, com o tempo, esses "sins" acumulam-se como uma dívida emocional, exigindo cada vez mais de nós. E o que sobra para você? Pouco, ou nada.

 O Impacto na Vida Pessoal

O excesso de concessões afeta diretamente a vida pessoal. Pessoas que dizem "sim" com frequência excessiva muitas vezes relatam sentir:

  • Exaustão emocional: A necessidade de agradar constantemente consome energia mental e emocional, levando a um estado de esgotamento.
  • Ansiedade e estresse: O medo de desagradar ou de enfrentar conflitos pode causar níveis elevados de ansiedade.
  • Resentimento oculto: Ao priorizar as necessidades dos outros, surge um sentimento de frustração por não se sentirem valorizadas ou compreendidas.
  • Perda de identidade: Com o tempo, essas pessoas podem perder de vista suas próprias paixões, valores e desejos, tornando-se reféns das expectativas alheias.

Diga não, sem medo da rejeição

Dizer não pode ser difícil, mas é libertador.

Aprendemos desde cedo que é fundamental agradar nossos pais, professores, pessoas de nossa convivência, parceiras, pois faz parte da conduta do bem-viver social.

No entanto, crescemos sem aprender a estabelecer limites nos relacionamentos e passamos, ainda que sem intenção, a ser prisioneiros de quem nos quer bem por medo de perdê-los. Assim, colocamos as necessidades e os desejos dos outros à frente dos nossos, e começamos a nos sentir os “últimos da fila”, além de dependentes afetivamente, com medo de dizer não às coisas ou às situações que não condizem com nosso modo de ser ou de ver a vida. 

Eu, em particular, vivi um ano de 2024, cheio de experiência e fui obrigado a aprender a me auto-rrespeitar, a impor limites nas minhas relações e, a partir daí, ter uma vida mais leve sem os muitos caprichos de pessoas que não me respeitam de verdade.

A alegria de dizer não é uma ferramenta poderosa de autoconhecimento que lhe ajudará a identificar hábitos nocivos de agradar as pessoas e conquistar a coragem de dizer não para trilhar um caminho pleno de alegria e de liberdade.

Por hoje é tudo, e esperamos trazer mas conteúdos edificantes nos próximos artigos.

__________________________________________

POR: 

  • George – CVV Blumenau (SC)L;
  • Livro: o Prazer de Dizer Não.
ED:
  • Luciano Romão 

Enviar um comentário

0 Comentários